Orientação Profissional funciona?

Tem gente que diz que “acredita”, tem gente que diz que “não acredita”. Mas Orientação Profissional vai além disso. A Orientação Profissional não tem nada a ver com o teste vocacional do passado: mais que uma descoberta, é uma construção. O orientando tem papel ativo, afinal é da sua carreira que estamos falando.

A terminologia mudou porque a idéia de vocação não se sustenta nos tempos atuais. Vocação significa “ser chamado a” e ninguém é chamado a nada: a pessoa escolhe ser médico, professor, engenheiro ou vendedor. O foco do processo de Orientação Profissional é ajudar o orientando a construir sua identidade profissional, com apoio de técnicas psicológicas validadas cientificamente.

Que técnicas são essas? Os instrumentos utilizados vão de testes psicológicos a dinâmicas de grupo, passando por muito diálogo, informação sobre carreira e levantamento de fatores que influenciam na escolha. Muitas vezes, o orientando está envolvido em outras questões que acabam atrapalhando a escolha, nesses casos é papel do Orientador Profissional reconhecer essas questões e, se necessário, encaminhá-lo para a intervenção adequada.

E não são só adolescentes em fase de vestibular que podem passar por um processo de Orientação Profissional. Há experiências bem sucedidas com recém-formados, pessoas insatisfeitas com sua carreira e até mesmo profissionais perto da aposentadoria.

Se você se interessou pela Orientação Profissional e acha que ela pode te ajudar, cuidado: há muito charlatanismo no mercado. Procure um profissional qualificado, com registro profissional e currículo na área. Algumas universidades oferecem esse processo nos seus serviços de Psicologia.

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