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	<title>Conversa de Psicólogo &#187; Curiosidades</title>
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		<title>Mitos sobre o Cérebro</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 18:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
		<category><![CDATA[neurociência]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição de abril de 2008 da revista Mente &#38; Cérebro trouxe uma matéria muito interessante sobre a obra de Barry L. Bernstein, psicólogo canadense falecido aos 60 nos em junho de 2007. Escrita por colegas seus, a matéria fala da importância dos estudos de Bernstein para a neuromitologia – o estudo dos mitos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A edição de abril de 2008 da revista <a href="http://www2.uol.com.br/vivermente">Mente &amp; Cérebro</a> trouxe uma matéria muito interessante sobre a obra de Barry L. Bernstein, psicólogo canadense falecido aos 60 nos em junho de 2007. Escrita por colegas seus, a matéria fala da importância dos estudos de Bernstein para a neuromitologia – o estudo dos mitos que envolvem o cérebro.</p>
<p>Não são poucos os mitos que envolvem o funcionamento do nosso cérebro. Os instrumentos científicos para o seu estudo vêm sendo aperfeiçoados a cada dia, o que possibilita que alguns desses mitos sejam aniquilados. Veja alguns mitos sobre o cérebro e a sua explicação:</p>
<ol>
<li> <strong>Só usamos 10% da capacidade cerebral:</strong> Esse mito caiu por terra com o avanço das técnicas de imagem cerebral (ressonâncias magnéticas e tomografias). Cada área do cérebro está associada a uma função vital e nos exames de imagem não foi possível perceber nenhuma área sem atividade, pelo contrário, todas as áreas se mostraram ativas em algum momento.</li>
<li> <strong>Algumas pessoas usam o lado direito enquanto outras, usam o lado esquerdo do cérebro: </strong>Outro mito que caiu por terra com o estudo de neuroanatomia funcional. Os hemisférios cerebrais têm uma ligação entre si, o corpo caloso, e supor uma “prevalência” de um sobre o outro é uma simplificação grosseira: cada área do cérebro está associada a uma função e trabalha em conjunto com as outras. O que acontece é que algumas pessoas, por causa das suas atividades, acabam utilizando mais as funções de um lado que de outro (por exemplo, artistas tendem a usar mais áreas ligadas a criatividade, enquanto engenheiros desenvolvem mais regiões ligadas ao raciocínio lógico-matemático).<strong><br />
</strong></li>
<li><strong> Depois de adultos, nossos neurônios param de nascer. </strong>Por muito tempo, acreditou-se que os neurônios estariam todos formados no nascimento e que, depois de adultos, não nasceriam mais neurônios. As pesquisas mais recentes, no entanto, mostram que os axônios (“braços” dos neurônios) se regeneram, e que em algumas partes do cérebro há crescimento de novas células, especialmente após traumas.</li>
<li><strong> É natural perder a memória com a idade. </strong>Esse mito se apoiava no mito anterior. Nada mais mentiroso. É possível envelhecer com lucidez e memória tão boas quanto você tem na juventude. Há relação com fatores genéticos, hábitos saudáveis e, talvez o fator mais importante, com a manutenção de atividade mental: estar sempre em atividade (resolver problemas, aprender coisas novas, buscar novas informações) é importante para ficar sempre lúcido.</li>
<li> <strong>Depressão não existe.</strong> Existe uma teoria da conspiração – envolvendo a indústria farmacêutica, médicos e governos – dizendo que as doenças mentais são inventadas. Por conta desse mito, muita gente sofre à toa. Transtornos mentais são causados por vários fatores (genéticos, sociais, familiares, ambientais) e devem ser vistos como quaisquer outras doenças: gastrite, gripe, câncer. Se você acha que tem depressão, procure ajuda médica ou psicológica. Ninguém precisa sofrer a vida inteira.</li>
<li> <strong>Antidepressivos causam dependência química.</strong> Apesar do que falam por aí, antidepressivos não causam dependência e podem ser de grande valia no tratamento dos transtornos mentais. Se você tiver dúvidas sobre sua medicação, consulte seu médico (e não sua vizinha).</li>
<li><strong> Esquizofrênicos têm múltiplas personalidades.</strong> É muito comum a confusão entre esquizofrenia e Transtorno Dissociativo da Personalidade (comumente chamado de múltiplas personalidades). Na verdade, a esquizofrenia, presente em aproximadamente 1% da população, se caracteriza por presença de delírios e alucinações (ver ou ouvir coisas, ter pensamentos de perseguição etc.). O Transtorno Dissociativo da Personalidade, por sua vez, é muito raro e se caracteriza por uma mudança entre duas personalidades diferentes ao longo do tempo e geralmente tem início após um trauma.</li>
</ol>
<p>Existem muitos outros mitos sobre o cérebro. Se você gostaria de saber mais ou tem alguma dúvida específica, deixe um comentário que nós vamos tentar respondê-lo.</p>
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