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	<title>Conversa de Psicólogo &#187; dependência</title>
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		<title>Como tratar a dependência química?</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 17:18:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[diretrizes]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existe um tratamento universal, que sirva para todas as dependências nem para todos os indivíduos. No entanto, após estudos sobre a eficácia/efetividade de várias formas de tratamento, o NIDA (National Institute for Drug Abuse &#8211; órgão do governo americano que regula as políticas sobre drogas), em um documento chamado &#8220;Princípios para o tratamento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existe um tratamento universal, que sirva para todas as dependências nem para todos os indivíduos. No entanto, após estudos sobre a eficácia/efetividade de várias formas de tratamento, o NIDA (National Institute for Drug Abuse &#8211; órgão do governo americano que regula as políticas sobre drogas), em um documento chamado <a href="http://www.nida.nih.gov/podat/PODATIndex.html">&#8220;Princípios para o tratamento da adição: um guia baseado em evidências&#8221;</a>, estabeleceu 13 princípios que podem servir de base ou guia na hora de avaliar serviços de tratamento.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/256225/adolescencia+e+drogas/?franq=264571"><img class="alignright" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/256225.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>São eles:</p>
<ol>
<li><strong>Não existe &#8220;o melhor tratamento&#8221;, existem práticas mais eficazes que outras.</strong> Os indivíduos podem desenvolver dependências por vários motivos, então não há como estabelecer um protocolo de tratamento universal.</li>
<li><strong>O tratamento deve estar disponível prontamente.</strong> A motivação para o tratamento é a maior dificuldade no tratamento das dependências. Ter um serviço pronto para receber o dependente no momento em que ele está disposto a deixar a substância é fundamental.</li>
<li><strong>O tratamento efetivo abrange todos os aspectos da vida do indivíduo, não apenas a dependência química.</strong> O dependente químico é um indivíduo que desenvolve vários papéis: na família, no trabalho, no estudo, na sociedade. Atender essas necessidades é importante para garantir a recuperação.</li>
<li><strong>O tratamento do indivíduo deve ser avaliado continuamente e modificado quando necessário para garantir que o plano esteja adequado às necessidades.</strong> Com o passar do tempo, o plano deve ser readequado e as estratégias, repensadas. A abordagem deve ser adequada à idade, gênero, cultura e situação social da pessoa.</li>
<li><strong>Permanecer no tratamento pelo tempo adequado é um fator crítico. </strong>As pessoas geralmente abandonam o tratamento prematuramente, portanto os programas devem possuir estratégias para aumentar o engajamento e manter os pacientes no processo.</li>
<li><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23607/drogas:+subsidios+para+uma+discussao/?franq=264571"><img class="alignleft" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img7/23607.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>Aconselhamento (individual ou em grupo) e outras terapias comportamentais são componentes críticos de um tratamento eficaz para a dependência.</strong> A terapia tem como objetivo resolver questões de motivação, ajustamento, treinamento de habilidades e melhorar a capacidade de resolução de problemas. Também facilita as relações interpessoais e a convivência em comunidade.<span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>A medicação é uma parte importante do tratamento para muitos pacientes, especialmente quando combinada com aconselhamento e outras terapias comportamentais.</strong> Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a medicação pode ajudar na promoção e na manutenção de abstinência para muitos pacientes. Para pacientes com outros transtornos mentais, tanto a terapia quanto a medicação são fundamentais.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>Indivíduos dependentes ou abusadores de drogas com comorbidades devem ter as duas condições tratadas de forma integrada.</strong> Geralmente, a dependência química está associada a outro transtorno clínico (p.ex.: depressão, transtorno bipolar I ou II, esquizofrenia) ou da personalidade. Mais que determinar quem veio primeiro, é importante tratar de forma integrada o indivíduo (ao contrário do tratamento da condição por si só).<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>A desintoxicação é apenas o primeiro passo do tratamento da dependência e, sozinha, tem pouco efeito no longo prazo.</strong> A desintoxicação, com uso de medicamentos para eliminar sintomas agudos de abstinência, é extremamente recomendada para algumas pessoas mas não garante a abstinência no longo prazo.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz</strong>. Esse é o princípio mais polêmico. O uso de drogas afeta a motivação pessoal. Estudos não encontram diferença no longo prazo entre pessoas que buscaram a abstinência por conta própria ou aquelas que foram levadas a tratamento por suas famílias ou pelo sistema judiciário.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>É possível que haja algum uso de substância durante o tratamento e isso deve ser monitorado constantemente.</strong> Lapsos podem acontecer durante o tratamento, o que justifica o monitoramento constante (inclusive através de testes de laboratório). Pacientes que tenham recaídas devem usar esses episódios para aprenderem a conviver com a proximidade das drogas mantendo uma distância segura.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1941123/?franq=264571"><img class="alignright" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img3/1941123.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>Os programas de tratamento devem avaliar HIV/AIDS, hepatite B e C, tuberculose e outras doenças infecto-contagiosas, bem como prover aconselhamento para evitar ou modificar comportamentos de risco.</strong> O aconselhamento pode ajudar os pacientes a evitar comportamentos de alto risco (compartilhamento de seringas ou cachimbos, sexo sem proteção).  Além disso, é importante auxiliar as pessoas que já convivem com essas doenças.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>A recuperação da dependência química é um longo processo e frequentemente requer vários episódios de tratamento.</strong> Como outros pacientes crônicos, dependentes químicos estão sujeitos a lapsos que podem acontecer após períodos de sucesso do tratamento. O acompanhamento de longo prazo, em grupos de auto-ajuda e aconselhamento, pode aumentar o sucesso do tratamento e diminuir as chances dos lapsos se tornarem recaídas.</span></span></li>
</ol>
<p><em>Além da literatura indicada em meio ao post, você pode saber mais sobre dependência química visitando os seguintes sites:</em></p>
<ul>
<li><a href="http://www.uniad.org.br">Uniad &#8211; Inpad: Instituto Nacional de Pesquisa em Políticas Públicas do Álcool e Drogas</a></li>
<li><a href="http://200.144.91.102/cebridweb/default.aspx">Cebrid: Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas</a></li>
<li><a href="http://www.abead.com.br/">Abead: Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas</a></li>
<li><a href="http://www.abramd.org.br/">Abramd: Associação Multidisciplinar de Estudo sobre Drogas</a></li>
<li><a href="http://aed.one2one.com.br/alcooledrogas/">Álcool e Drogas sem distorção: Site do Hospital Albert Einstein</a></li>
</ul>
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		<title>Maconha: é hora de legalizar?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 02:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uso de substâncias]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[legalização]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cannabis sativa é velha conhecida da humanidade. Suas fibras eram utilizadas para a confeção de velas e cordas de navios, no século XV. As primeiras sementes de maconha, um anagrama de cânhamo, foram trazidas para o Brasil por escravos. As sementes vinham escondidas nas barras das roupas desses escravos, que, chegando aqui, difundiram a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/lollyman/943175686/"><img title="Cannabis sativa" src="http://farm2.static.flickr.com/1424/943175686_bd78c089ef.jpg" alt="Crédito: Lollyman" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Lollyman, do Flickr</p></div>
<p>A <em>Cannabis sativa</em> é velha conhecida da humanidade. Suas fibras eram utilizadas para a confeção de velas e cordas de navios, no século XV. As primeiras sementes de maconha, um anagrama de cânhamo, foram trazidas para o Brasil por escravos. As sementes vinham escondidas nas barras das roupas desses escravos, que, chegando aqui, difundiram a planta entre as populações nativas.</p>
<p>Nos séculos XVIII e XIX, a maconha adquiriu status de medicamento na Europa. Franceses e ingleses utilizavam a droga por suas propriedades terapêuticas: a maconha era recomendada para o tratamento da asma, insônia e até para roncos e flatulência.</p>
<p>A demonização da maconha teve início na década de 1920: na II Conferência de Entorpecentes, em Genebra, foi considerado que a maconha era pior que o ópio, o que justificaria a sua proibição e criminalização.</p>
<p>Atualmente, apesar do uso de maconha ser considerado crime, pessoas apreendidas com quantidades de substância apenas para consumo não recebem pena de prisão. Geralmente cumprem penas alternativas (pagamento de cestas básicas, serviços comunitários), a não ser que o processo tenha algum agravante.</p>
<p><strong>Mas, afinal, maconha faz mal?</strong></p>
<p>O princípio ativo da maconha é o Delta-9-Tetra-hidro-canabinol. O THC age no Sistema Nervoso Central, causando alterações psicomotoras e aumento de apetite. Usuários crônicos de maconha apresentam déficits no aprendizado verbal e na memória recente e ainda não se sabe se essas alterações melhoram com o fim do uso. Quando usada na gravidez, a maconha tem efeitos no cérebro do feto que podem levar a alterações na vida adulta, inclusive a predisposição para o uso de maconha.</p>
<p>Outro efeito indesejado da maconha é a psicose: existe relação entre o consumo de maconha e a incidência de esquizofrenia. E a incidência é maior quanto mais precoce for o consumo e mais longo for o consumo.</p>
<p>Dependentes de maconha, quando em abstinência, apresentam uma síndrome de abstinência caracterizada por irritabilidade, ansiedade, depressão, calores repentinos, náuseas e diarréias.</p>
<p>O tratamento do usuário de maconha envolve psicoterapia e uso de medicamentos. Na rede pública, o tratamento é oferecido nos CAPS-AD. As internações são recomendadas apenas em alguns casos.</p>
<p><strong>A maconha leva às outras drogas?</strong></p>
<p>Não. A Teoria da Porta de Entrada, como é conhecido esse raciocínio, não encontra respaldo científico. Apesar das evidências de que grande parte dos usuários de cocaína começaram o uso com maconha, álcool e tabaco, não existe uma relação no sentido contrário: pesquisas indicam que a maior parte dos usuários de maconha não &#8220;evoluem&#8221; no uso de drogas. Acredita-se hoje que o efeito de porta de entrada se deva ao convívio com traficantes e usuários de outras drogas, não aos efeitos da droga em si.</p>
<p><strong>Por que legalizar?</strong></p>
<p>Um dos argumentos pró-legalização é o uso terapêutico da maconha. A droga causa aumento do apetite e tem efeito anti-emético (combate ânsias e vômitos), características benvindas no tratamento de doentes de alguns tipos de câncer e AIDS. Além disso, existem evidências da eficácia do THC e do canabidiol (outro princípio ativo da maconha, que não causa &#8220;barato&#8221;) no tratamento da dor de pacientes com Esclerose Múltipla. Em alguns países, já existem medicamentos feitos a partir dos princípios ativos das maconha, como o Marinol, nos Estados Unidos.</p>
<p>Sempre se cita a Holanda como exemplo de país em que a maconha é liberada. O que pouca gente sabe é que a maconha não é &#8220;liberada&#8221;. Na Holanda, não há pena para comprar até 5g/dia de maconha em coffee-shops, mas a produção e o consumo fora de coffee-shops são crimes. Além de ser irresponsável comparar dois países de culturas diferentes, é importante pensar nos motivos que levaram à legalização na Holanda. Lá, a legalização da maconha se deu para evitar uma epidemia no uso de heroína (que era oferecida por traficantes aos usuários que iam comprar a maconha). Os coffee-shops são fiscalizados e, caso vendam bebidas alcoólicas ou outras drogas, perdem a licença.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião?</strong></p>
<p>Eu confesso que acho difícil me posicionar nessa questão. Não acredito no &#8220;fim do tráfico&#8221; com a legalização (há tráfico de cigarros, e eles são permitidos), mas também não vejo eficácia na atual política anti-drogas (e me pergunto até que ponto é necessário uma política &#8220;anti-drogas&#8221;). Sem falar nas questões de tratamento: com poucas vagas para os dependentes na saúde pública, será prudente aumentar o número de usuários?</p>
<p>Outra questão que me faço: enquanto o mito de &#8220;maconha não faz mal&#8221; existir, será que uma discussão sobre a legalização é válida? As pessoas sabem, realmente, o que estão discutindo?</p>
<p>O que você acha?</p>
<p><strong>Update: </strong><a href="http://olhometro.com/2009/02/17/uma-ou-duas-coisas-sobre-a-descriminalizacao-da-maconha/" target="_blank">Leia também o excelente post da Ana Freitas</a> sobre a legalização. Dica da <a href="http://www.ladyrasta.com.br">Lady Rasta</a>.</p>
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		<title>Existe dependência de Internet?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 14:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[impulso]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[questionário]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, Internet vicia? Até que ponto a vida online atrapalha a vida offline? A dependência de internet ainda não foi codificada: o transtorno não consta no CID-10 nem no DSM-IV-TR. No entanto, algumas pesquisas vem apontanto a compulsão por internet como uma nova forma de Transtorno do Controle dos Impulsos.
Transtorno do Controle dos Impulsos? O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal, Internet vicia? Até que ponto a vida online atrapalha a vida offline? A dependência de internet ainda não foi codificada: o transtorno não consta no CID-10 nem no DSM-IV-TR. No entanto, algumas pesquisas vem apontanto a compulsão por internet como uma nova forma de Transtorno do Controle dos Impulsos.</p>
<p><strong>Transtorno do Controle dos Impulsos? O que é isso?</strong></p>
<p>Os Transtornos do Controle dos Impulsos, também chamados de Dependências Não-Químicas, são caracterizados pela vontade incontrolável de realizar alguma coisa que é prejudicial a si ou aos outros. O Transtorno do Controle dos Impulsos mais conhecido, provavelmente, é o Jogo Patológico, mas aqui também se encaixam a Cleptomania (pessoa que rouba coisas sem precisar ou sem querer), a Piromania (comportamento incendiário), o Transtorno Explosivo Intermitente (episódios explosivos de agressões, sem controle) e a Tricotilomania (arrancar os próprios cabelos). Depois do ato, a pessoa se sente aliviada, podendo ou não existir culpa, arrependimento ou auto-recriminação.</p>
<p>É importante dizer que os comportamentos característicos dos Transtornos do Controle dos Impulsos não acompanham nenhuma outra patologia, como a Dependência de Substâncias ou os Transtornos de Conduta. <a href="http://www.amiti.com.br/article/archive/3/">Saiba mais sobre os Transtornos do Controle dos Impulsos clicando aqui.</a></p>
<p><strong>O que já se sabe sobre a Dependência de Internet?</strong></p>
<p>É importante dizer, antes de tudo, que ainda não se sabe se a Internet é um veículo para uma compulsão (por exemplo: jogos online, chats) ou uma compulsão em si. Os primeiros conceitos de Dependência de Internet datam de 1991, nos EUA, mas só em 1996 foram definidos os primeiros critérios para classificação do abuso de Internet.<br />
A classificação utilizada atualmente foi definida em 2001. Uma pessoa é considerada &#8220;dependente de internet&#8221; se apresenta 5 dos 8 critérios abaixo:</p>
<ol>
<li> Preocupação excessiva com a Internet;</li>
<li>Necessidade de aumentar o tempo conectado (on-line) para ter a mesma satisfação;</li>
<li>Exibe esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da Internet;</li>
<li>Irritabilidade e/ou depressão;</li>
<li>Quando o uso da Internet é restringido, apresenta instabilidade emocional (usa a Internet como forma de regulação emocional);</li>
<li>Permanece mais conectado (on-line) do que o programado;</li>
<li>Trabalho e relações sociais ficam em risco pelo uso excessivo;</li>
<li>Mente aos outros a respeito da quantidade de horas conectada.</li>
</ol>
<p>Como já foi dito, existem casos em que a pessoa é compulsiva pela internet &#8220;em si&#8221;. Em outros casos, apenas algumas atividades são foco da compulsão (compras online, jogos, salas de bate-papo). Também é importante, na hora do diagnóstico, verificar se o uso da internet se faz por necessidade: pessoas que trabalham online provavelmente permanecerão mais tempo conectadas que aquelas que trabalham offline.</p>
<p>Se você acha que pode ser dependente de internet, faça o teste elaborado pela equipe do <a href="http://www.amiti.com.br/">Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso</a> do Instituto de Psiquiatria do HC/USP, <a href="http://www.dependenciadeinternet.com.br/article/archive/7/">clicando aqui.</a></p>
<p><strong>A internet prejudica a minha vida. O que eu posso fazer?</strong></p>
<p>Se você acha que tem problemas com a Internet, procurar psicoterapia é um passo importante. A psicoterapia permite que você perceba se há algum problema e, em caso positivo, faça algumas coisas para mudar sua relação.</p>
<p>A Internet é um meio de comunicação fascinante. É importante aprender a usá-la a seu favor, para aprender, estabelecer relações, se comunicar. Para tirar o melhor proveito, é fundamental manter uma atitude de controle, onde você &#8211; e não um determinado site ou aplicativo &#8211; determina como será o seu comportamento</p>
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